Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Hoje, na Bertrand, peguei num Moleskine e comecei a folheá-lo. Virei, umas atrás das outras, as folhas vazias e, apesar de parecer estranho não estar propriamente a ler, havia um certo conforto na ausência de informação. Pelo menos, tinha a certeza de não me estar a escapar nada. Olhei com cuidado para cada página e, num ou noutro momento, pareceu-me ver qualquer coisa, um minúsculo ponto pairando no imenso vácuo. Impurezas do papel? Talvez. Provavelmente, apenas os olhos pregando partidas. À medida que avançava, confesso que fiquei um pouco embalado pelo ritmo constante do meu progresso. Terminei satisfeito, sem um pingo de informação nova, é certo, mas descansado. Cinco minutos retemperadores, em que não experimentei as provações do mais pequeno estímulo intelectual.


Desculpem, agora me apercebo... Eu escrevi "Moleskine"? Lamentável lapso. Queria escrever "Mudar", o último livro de Pedro Passos Coelho (em 1.º, no top da Bertrand).



uma criação de French Guard às 10:40
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6 comentários:
De Ognito Inc. a 30 de Janeiro de 2010 às 12:38
Acutilante!


De Roger The Shrubber a 30 de Janeiro de 2010 às 17:36
Bom, bom, bom, bom, bom!


De Sandra a 1 de Fevereiro de 2010 às 10:28
Ehehehehehe


De Anónimo a 1 de Fevereiro de 2010 às 10:49
Excelente. Tenho também alguns Acórdãos que te posso emprestar e que terão o mesmo efeito.
D.


De Pedro Carvalho a 2 de Fevereiro de 2010 às 02:01
Só me dá pena estar em primeiro nas vendas... Talvez seja culpa dos moleskine's estarem tão caros...


De Franksy a 16 de Fevereiro de 2010 às 12:43
<3


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