[«You know when you're watching a really bad movie anda someone leans to you and says: 'You know, this is a true story'. Does that really improve the film?» - Tom Waits.]
Fui convidado para ir a uma peça de teatro com uns amigos. Uma coisa qualquer que envolvia comida feita em palco, acção passada numa cozinha, «vi uma peça na televisão sobre a peça e pareceu-me interessante, sabes?», «não sei que peça é, mas encontramo-nos a que horas?».
20.00h - (Noite. Exterior.)
Roger The Shrubber espera pelo seu amigo Carlos Miguel e por Rita à porta do teatro. Marta só aparecerá perto da hora do espectáculo e já com a barriguinha cheia. Um grupo de gente tinha acabado de entrar no teatro. Já?, pergunta-se o primeiro, que sou eu, mas na terceira pessoa, como se fosse Mário Jardel Almeida Ribeiro ou Miguel Veloso.
20.15h - RTS diz ao seu amigo CM que, estando R. atrasada, o melhor é encontrar um sítio para comer, de preferência ao lado do teatro, e avisar R. do facto.
20.18h - (Interior. Sítio ao lado do teatro. Média luz. Uma mulher aproxima-se de RTS e CM)
Mulher: Vão querer jantar?
RTS & CM: Sim, sim, senhora ex-top-model-portuguesa-há-quanto-tempo-não-a-v
SA: Quantas pessoas são?
CM: Somos duas
RTS: 3, Carlos Miguel. Três (eu, tu e R. e não tu e SA).
Roger The Shrubber lembra-se que, apenas uns dias antes, foi a um concerto onde viu um clip musical com a mesma mulher. «Honey, honey, you're too much».
20.45h - Chega R., esbaforida, que quer comer qualquer coisa.
20.47h - Chega M., apressada, barriguinha cheia, mas que quer aconchegar melhor o aparelho digestivo.
21.03h - (Interior. Média/baixa luz)
Quatro pessoas entram no teatro, a peça acaba de começar e, por isso, são enviados para os camarotes e não para os lugares previstos.
21.10h - O bichanar da audiência durante a peça é um pouco incomodativo e imagens da bem medieval - mas formadora de carácter - pêra anal começam a desenhar-se na cabeça de RTS que, emocionalmente, nunca passou dos 12 anos.
21.20h/21.30h - As personagens principais da peça são enervadiças. Dois chefs berram aos empregados e a eles próprios, ocasionando alguns palavrões esparsos, que são recebidos pela conversadora audiência ora com indiferença ora com uns minúsculos risinhos - sim, eram mesmo muito pequeninos.
21.35h - O debate entre os chefs aquece cada vez mais, falando-se de comida, Mas falam de comida como se fossem Georg Hegel e Arthur Schopenhauer após terem tirado um curso avançado com Maria de Lurdes Modesto. A dada altura, um vocifera ao outro: «A comida é para cagar, não é para pensar (...)» (sic).
A reacção da audiência é um pouco desorientadora. Reproduzo:
«eheheh...huuuum... eeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiii» (este "eeeeeeeeeeiiiiiiiii" só pode ser reproduzido graficamente numa pauta musical em clave de Fá).
Sinto-me como um assalariado da Eurosondagem, tentando fazer uma sondagem à boca das urnas nas legislativas e tendo como amostra representativa um grupo de pessoas com autocolantes de Paulo Portas.
Olho para os meus comparsas. Eles parecem que estão para o mesmo, mas em representação do CESOP da Universidade Católica Portuguesa.
As nossas bocas abrem-se numa relação simetricamente proporcional ao espanto.
21.40h - Irados, os nossos personagens começam a perder a cabeça. No meio da escaldante querela ouve-se gritar «o caralho!» três vezes, tantas como Pedro negou Jesus C. (o do Facebook), sempre acompanhados de gesto gáfico com a mão esquerda.
A assistência manifesta-se de forma a não deixar dúvidas:
«BUUUUUUUUU! BUUUUUUU!» x 1 minuto.
21.47h - O ambiente está um pouco mais calmo.
21.48h - A junção e sucessão demasiado precipitada por parte dos actores de um "caralho" e um "foda-se" tem como brinde um «BUUUUUUUUU!» ininterrupto de cerca de 5 minutos. Os artistas berram em palco um com o outro. A caravana da vaia passa. Nem eles se ouvem.
21.50h - Da plateia começa a levantar-se um grupo indistinto de pessoas. Olho e reparo que é uma 'mancha' de público generoso de idade e que talvez fosse o crepitar desta que os tornou hiper-sensíveis aos impropérios.
21.51h - Os actores param uns segundos a sua representação e ficam a ver a da plateia. Nos camarotes vê-se a dos dois grupos.
21.53h - A peça arranca para o seu fim um bocado "a despachar", - se fosse um carro havia chiadeira e marcas de borracha de pneumático no chão -, enquanto se ouve um dos actores: «Anda lá com isso. Pareces um velho de 80 anos». Nos camarotes, teme-se o pior.
21.57h - A peça acaba, para bem de todos.
21.58h - Acendem-se as luzes da sala.
Reparo então que, de toda a audiência, apenas 11 pessoas não teriam direito a desconto sénior no passe do transporte público. 11, sim. Eu contei-as. Não era difícil: 8 pessoas em camarotes contíguos, um casal no 2.º balcão e uma menina, com uma flor rubra no cabelo, um pouco à frente destes.
21.58h - Gargalho profusamente.
21.59h - Paro de gargalhar e começo-me só a rir.
22.00h - Especulo sobre as possibilidades e probabilidades do que se passou até ali e gargalho outra vez. Marcarei uma cruz na coluna do "2" na linha do boletim que disser Porto-Setanense.
22.01h - Disfarço o riso na saída do teatro porque estão muitas pessoas à minha volta com idade para ser meus ascendentes em 2.ª grau e lembro-me que a minha ascendente em 1.º grau sempre me ensinou a respeitar os mais provectos.
22.02h - Chego ao átrio do teatro e reparo que as pessoas que lá estão juntam a hora que acabam de passar a uma longa lista de problemas que inclui a próstata, buracos na memória, incontinência e osteoporose, para nomear apenas alguns.
22.03h - Ainda no átrio, alguém pega num megafone e diz «INATEL de Oeiras! INATEL de Oeiras! Vamos embora».
22.04h - Precipito-me para fora do teatro para estar mais à vontade e não libertar umas gotículas da bexiga («eheheheh... hummm... eeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiii!!!») devido à exuberante disposição.
Infelizmente, há mais séniores à porta do edifício do que lá dentro.
22.05h - (Exterior.)
«INATEL de Oeiras! INATEL de Oeiras! Já sabem como é: quem está, está; quem não está, estivesse.», ouve-se do megafone. Palavras em riste para um conjunto considerável de pessoas com sérias dificuldades de locomoção.
22.06h - Nota-se uma certa clivagem geracional. Há a uma cavalgada de ódio nas órbitas dos gerontes que passam por nós. Olham-nos de lado. «O Ódio» de Mathieu Kassovitz passa na sua integralidade, em flashes sucessivos, diante dos meus olhos, enquanto vejo o Mal nos dos deles.
22.08h - A multidão dispersa. Carlos Miguel entrega-nos os bilhetes: «Tomem, como recordação desta noite». Reparo aí, pela primeira vez, que a peça se chama "O que se leva desta vida".
Às vezes, muito. Para alguns, demasiado.
Facebook ------------------------------ Logged in as Jesus C.
Jesus C. é agora amigo de Maria Madalena.
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Maria Madalena completed the quiz "Que tipo de morte vais ter" and the result was "Apedrejamento".
Jesus C.: ...Ou não. LOL!
Maria Madalena: :-D
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Jesus C. é agora amigo de Judas I.
Judas I.: Olá, J.!
Jesus C.: Já compraste o cavalo novo?
Judas I.: Ainda não. Faltam-me trinta moedas de prata :-(
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Jesus C. acha que viu hoje um OVNI
Maria Madalena gosta disto
Tomé: Não acredito!
José: Se estivesses a aplainar a madeira, mas é...
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Jesus C. vai participar no evento Bodas de Canaã
Pedro: Há tinto?
Jesus C.: Parece que não.
Pedro: :-(
Jesus C.: Leva dois odres de água. ;-)
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Jesus C. comprou uma pá.
Lázaro gosta disto.
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Jesus C. foi ao templo e viu vendilhões.
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Jesus C. adquiriu um chicote.
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Jesus C. voltou ao templo.
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Jesus C. vai dar uma Ceia para os amigos.
Maria Madalena e 12 outras pessoas gostam disto.
Jesus C.: desculpa, Mary. É ceia de gajos.
Maria Madalena: Outra?
Jesus C.: É a malta da pesca, já sabes...
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Jesus C. vai falar à multidão.
1678 pessoas gostam disto.
Virgem M.: leva um casaquinho, que faz frio.
José: traz lenha.
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Jesus C. está a ler Direito Penal.
Pilatos: ontem li um bocado.
Jesus C.: gostaste?
Pilatos: é aborrecido. Adormeci antes da presunção de inocência.
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Jesus C. está a ouvir "Fado Hilário", por António Calvário
Maria Madalena: acho-lhe muita piada também.
Jesus C.: imensa! Este Calvário mata-me...
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Jesus C. está pronto para a Ceia.
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Jesus C. já não é amigo de Judas I.
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Jesus C. dá um passeio.
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Jesus C. foi ver o Pai e fica lá três dias.
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Jesus C. voltou.
Maria Madalena: LOOOOOL! Bem vi a pedra virada.
Jesus C.: I'm back, baby! ;-)
(Carregar na imagens para aumentá-las.)
Tudo via Lamebook.
Guterres é o 64º mais poderoso do mundo para a revista "Forbes".
Everybody panic!
...ou os vossos melhores 4 minutos e 22 segundos de hoje, logo a seguir aos 2m28s que o Roger deixou ali em baixo.
(Não percam o viking. Por favor, não percam o viking.)
| The Colbert Report | Mon - Thurs 11:30pm / 10:30c | |||
| Iraniversary - Karim Sadjadpour | ||||
| ||||
- Yo soy paraguayo y he venido aquí para pedirle electricidad.
- ¿Para qué?
- Paraguayo.
«Só o PS pode, sobressaltando-se, fazer o país dar esse salto à vara sobre o pantâno» - Ana Gomes (via Irmão Lúcia - quer dizer, por acaso já não o vejo há umas semanas).
Num dos episódios da série "Seinfeld", havia uma personagem que se tinha convertido à religião judaica para poder dizer piadas de judeus.
É também regra não escrita que só se pode usar os vocábulos "preto", "chucha-grilas" ou "lelo" em público se também o formos, senão parecemos racistas/homofóbicos/xenófobos. Intolerantes, pronto.
O Incontinental expressa a sua indignação e o mais veemente repúdio pelo facto de Ana Gomes se usar da sua qualidade 'rosa' para poder utilizar e chamar à sua pena a expressão 'salto à Vara' quando fala em casos de corrupção, expressão essa que tantas vezes temos ouvido e usado nos últimos dias, em família ou em mesas de estabelecimentos de restauração, em grupos pequenos.
Usa-a sem direitos de autor como se ela os tivesse, que não tem nem pode ter, por, em termos tecnico-jurídicos rigorosos, se tratar de "cantiga da rua" (palavras de Noronha do Nascimento, em cima de um banquinho para o podermos ouvir), logo, inconstante e louca, vai de boca em boca e é insusceptível de apropriação.
[Nota: Para que conste e não restem dúvidas, O Incontinental nada tem contra os 'rosinhas'. Temos até alguns amigos socialistas.]
Sim, ficou a sabê-lo aqui, n'O Incontinental.
Dúvidas havia sobre a morte do 'transformartista', tendo em conta que:
a) nunca se tinha visto o corpo jazente do inventor do "moonwalk";
b) o pai do co-escritor de We Are The World não parecia tão consternado quanto isso durante as exéquias, aproveitando para publicitar a sua recém-criada empresa discográfica;
c) havia esse rumor e nós gostarmos de palermices.
No entanto, agora surge uma prova indubitável da morte do cantor de "Dirty Diana". A Sky One decidiu fazaer uma sessão espírita em directo, chamando a aura de Michael Jackson - são coisas que não acreditamos, mas respeitamos, porque temos medo.
A verdade é que só se pode fazer uma sessão espírita proprio sensu se o chamado estiver no além, quod erat demonstrandum. Senão telefonava-se.
Certezas há que ali em baixo (não onde está Michael Jackson, mesmo já ali em baixo, ainda neste post) estão os cerca de 2,5 minutos mais hilariantes que vão ver hoje dentro da onda "pena alheia" ou "acidente mortal na faixa de rodagem contrária da A1".
[via Videogum, mas nunca por nunca depois de ter sido orientado para lá no decorrer de uma conversa paranormal (de frequência semanal) com Heath Ledger]
Esta é dedicada a ti, Jonas!
No colégio, não me liam isto.
Ezequiel, cap. 23:
"19 Todavia ela multiplicou as suas prostituiçöes, lembrando-se dos dias da sua mocidade, em que se prostituíra na terra do Egipto.
20 E enamorou-se dos seus amantes, cuja carne é como a de jumentos, e cujo fluxo é como o de cavalos."
O conceito de "multiplicar as suas prostituições" é francamente desconcertante.
Há tantas coisas boas nesta notícia que uma pessoa se perde dentro dela, o que, como se verá, é um fenómeno merecedor da maior atenção.
O texto abre com palavras aparentamente simples: "Na vagina de uma mulher, a PSP encontrou..."
Arrojada ponte entre Freud e Poirot, apesar de um deles (não sei já qual) ser inteiramente ficcional, esta abertura guarda, uma vez descerrada a cortina da sua ilusória simplicidade, um profundo e complexo abismo (outro abismo, bem entendido).
O franco relato traz-nos este primeiro facto como simpática obra do acaso. "Na vagina de uma mulher, a PSP encontrou...", como se fosse aquela vagina um ponto de paragem para outros fins e, por sorte, ali se descobrisse qualquer coisa. Como se fosse a mesma visitada em ronda periódica e, sem que nada o fizesse prever, algo brotasse da inusitada fonte, perdoe-se a imagem. Como se um escuteiro, inexperiente e incauto, rodeando um arbusto, nele se embrenhasse sem querer. Tudo isto num excitante contexto policial.
Mas eis-me tergiversando.
Dentro da vagina, jaziam onze jóias em ouro e um relógio Omega Speed Master.
Que imaginativa reviravolta do clássico conto oriental. Não são quarenta ladrões a depositar ouro na caverna, mas quarenta polícias a tirá-lo de lá, não se sabendo de Aladino, que talvez se tenha perdido na primeira visita exploratória.
O grande mérito da notícia é, todavia, o da inclusão. Sucede que a senhora que albergava a joalharia pertence a um grupo, que vários pudores do politicamente correcto impedem que se identifique de forma categórica numa notícia conotada com práticas criminosas. A solução é buscar eufemismos com a fúria apressada com que um marinheiro aportado, após seis meses de mar, busca aconchego no cais da prostituição.
Que grupo será, então, este, que é caracterizado, em momentos variados do texto, como "nómada", e composto por "homens e mulheres, ligados aos romi, com origem na sua maioria, na zona dos Balcãs, mas também em Itália".
Para que, no futuro, não fiquem os autores das notícias apeados na estação da xenofobia declarada e possam prosseguir, alegremente, no Alfa Pendular da insinuação discretamente infamante, o Incontinental sugere, como designações alternativas para o mesmo grupo, as seguintes:
- Fulanos aludidos na designação do agrupamento "Gipsy Kings" e que não são reis;
- Pessoas que podem ou não surgir na frase que começa assim: "Com um olho no burro...";
- Indivíduos cujo arquétipo ridicularizado foi repetidamente levado à cena pelo malogrado Camacho Costa, nos "Malucos do Riso", através da personagem "Lelo"; ou
- Ricardos Quaresmas.
Podemos assim todos produzir textos sem receio de ferir susceptibilidades.
Encerramos com a cereja no topo do bolo. O julgamento realizar-se-á no único tribunal do país apto a recebê-lo em toda a enorme extensão das suas significações: o da Moita.
«A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura»
Matuto neste excerto de alma de Manel Cruz quando vejo um tipo entrar no serviço público onde me rebento durante o dia com uma sweat-shirt preta com a inscrição "Vagina Lover".
O amor é, de facto, um lugar estranho e, neste caso, inscreve-se ali, nas costas, mais precisamente na região que separa as omoplatas.
Facto que julgo ser completamente coincidente e não-relacionado é o de o olho direito do amante de sexo feminino se apresentar quase fechado, como um botão-de-rosa (já podem deixar de pensar em porcaria, vá), devido a uma lesão cuja causa adequada parece inconfundivelmente ter sido um (ou vários) punho(s) fechado(s).
Se o amor é uma doença, será muito pedir que, pelo menos, não seja clamídia?
(carregar na imagem para aumentar)
(A pedido da primeira comentadora, aqui fica a definição de MILF, popularizada nesse filme "não propriamente-Woody-Allen" que é o American Pie.)
Linda Reis, essa inusitada Cicciolina demencial da terceira idade, apresentou-se na discoteca "Lagar's", em Amares, onde "protagonizou a performance mais peculiar. Depois de mostrar os seus dotes a dançar de forma sedutora para os homens enquanto tirava toda a sua roupa, a Pomba Gira terminou o seu espectáculo a fazer sexo oral a um desconhecido. Fernando Rocha e Jel, outros convidados da festa, ficaram perplexos com o cenário. (...) Com a descontracção que lhe é característica, Linda Reis foi ao público escolher um homem, baixou-lhes as calças e fez-lhe sexo oral. O 'sortudo', entretanto, não mostrou entusiasmo com a performance. (...) José Castelo Branco, que foi convidado para apresentar o evento, confessa que se tivesse tido conhecimento da actuação de Linda Reis 'tinha pensado duas vezes antes de aceitar." - isto segundo uma notícia do atento Correio da Manhã.
Não deixa de ser curioso o trio presente no evento, com Linda Reis dando corpo à boçalidade verbal de Fernando Rocha e à falta de noção do ridículo de Castelo Branco, num só acto. Feliz síntese esta de Linda Reis.
Como se a interioridade não fosse peso bastante, Amares...
...repetida e fielmente, mais do que os próprios autores do blog, através de um acesso da "Cabo Tv Açoreana" [esqueceram-se que é com "i"?]:
com a nossa pouca sorte, és um gajo.
(Se fores o Pauleta, podes dar um autógrafo ao Roger, mas comigo não te safas, que eu não ligo à bola.)
(Se fores parente distante da Nelly Furtado, é indiferente. Pode ser que sirva para engatar miúdas na Calheta, mas para nós é igual.)
(Eu conheço o Faial-ilha e o Faial-cão-dos-livros-Uma-Aventura. À ilha já fui. O cão conheço de ler.)
(Os Açores têm nove ilhas, mais sete do que a Madeira, menos dezassete mil do que a Indonésia e mais nove do que o Luxemburgo.)
(Os Açores deram-nos já dois Presidentes da República, dois Presidentes da Assembleia da República e o Antero de Quental.)
(O lema dos Açores é "Antes morrer livres que em paz sujeitos", prioridades que não costumam favorecer as projecções demográficas, o que devia preocupar regiões pouco povoadas, mas isso é apenas a minha opinião.)
Muito bom, como sempre.
Li no Público que foi construído um navio de guerra com aço recuperado do World Trade Center.
Faz tanto sentido como fazer um pénis com uma orelha cortada.
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Deus o Strauss, Deus o Lévi.
Porra, morreu o gajo das calças de ganga?
Castanhas em Novembro,
PSD sem destino.
Não rimou, pois não?
É igual a eles:
Fora do tempo
E sem métrica, por ai fora...
Olha, rimou agora.
É tarde.
Já tudo arde.
Ou Carolina arranha, ou Carolina apanha.
Governo a prazo, ninguém faz caso.
Se tossiste em Valença, enfardaste com a doença.
Sócrates quer limitar mandato do primeiro-ministro.
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Isabelle Chase Otelo Saraiva de Carvalho
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